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O Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação através da Direcção do Ensino Básico, procedeu na manhã de hoje no Centro Formação Profissional Brasil São Tomé e Príncipe, a entrega dos prémios aos participantes do concurso de paço fiá gleza que se realizou no passado dia 21 de Dezembro.

Neste concurso participaram 13 escolas do ensino básico ao nível nacional. A escola básica Atanásio Gomes, ficou no primeiro lugar, no segundo lugar a escola básico Venâncio Pires, e no terceiro lugar a escola de Capela e todos os participantes receberam prémios de participação.

 

 O director da direcção do ensino básico Esmael Fernandes, enfatizou a importância desta actividade para os alunos como forma de manter viva a nossa cultura no ambiente estudantil, e de levar até aos mais novos a o valor cultural de São Tomé e Príncipe. Esmael frisou ainda que esta é uma iniciativa que irá continuar para os próximos anos.

 

 

 

 

GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MECCC.

 

 

A Direcção do Ensino Básico deu início hoje á uma acção de formação subordinado ao tema “ Indisciplina e a violência nas escolas” no Centro de Formação Profissional Brasil São Tomé e Príncipe.

A formação será ministrada pelos técnicos da mesma direcção e tem como parceiro a UNICEF. Ela é destinada a cerca de 89 directores, orientadores e supervisor pedagógico das escolas básicas ao nível nacional e enquadra-se no âmbito do Programa Acelerar o Desempenho Educativo em São Tomé e Príncipe, que refere a aposta na formação contínua dos colaboradores do ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação com o objectivo de melhorar todo o processo educativo em São Tomé e Príncipe.

 Esta formação terá uma duração de três dias e tem como objectivo, proporcionar aos participantes conceitos suficientes para prevenir algumas acções que possam originar a violência nas escolas nomeadamente a violência física e psicológica, que segundo o director da Direcção do Ensino Básico, Esmael Fernandes, são dos casos que se têm registado nas escolas.

 

 

 

GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MECCC.

PUÍTA

Todos os indivíduos, nações têm a sua história/cultura, vivida de forma mais ou menos audaciosa, mas é o conjunto dessas manifestações que constitui a cultura de um povo. Ela é sempre importante no registar de acontecimentos, factos e causas que determinam as vivências e condicionam a vida numa determinada sociedade.

Esses  contributos que possibilitam às gerações vindouras compreender, desvendar e compilar, dentro do possível, de modo a que se possa fazer a História de um país, com as suas características e não outras, possibilitando, no caso de S. Tomé, que desfrutemos de uma das mais belas e dinâmicas culturas. Neste contexto falaremos de uma das nossas manifestações culturais a Puíta.

A Puíta, mais conhecida pelos santomenses como “Puíta” é um tipo de dança que faz parte da cultura santomense. Ela foi introduzida em S. Tomé e Príncipe pelos serviçais angolanos que na altura vieram trabalhar nas roças.

Organizados em filas indianas, sem um número definido de pessoas, as raparigas posicionam-se de um lado e os rapazes do outro, de modo a que fique um grupo defronte ao outro. Após o toque da música começam a dançar.

EM QUE CONSISTE A DANÇA?

Um rapaz desloca-se da sua fila e vai ao encontro a sua parceira e vice-versa e encontram-se no centro onde decorre a dança.

Dão a primeira, segunda e terceira “cumba” e regressam aos seus lugares, a seguir vem outro par e assim sucessivamente até todos dançarem e se possível repetir a ronda até que a música termine.

A Puíta ou semba é uma dança que se faz em homenagem aos defuntos. Diz-se que os espíritos dos mortos ficam inquietos e a forma de acalmá-los é dançando a Puíta noite do nojo até ao romper da manhã após a qual se celebra a missa.

Dançar a Puíta é uma forma de acalmar os espíritos daqueles que durante a sua vida trabalhavam nas roças, os “tongas” (oriundos de Angola e Moçambique), pelo facto de a Puíta fazer parte das suas actividades de lazer durante a sua vida. Defendem que os mortos continuam em contacto com o mundo dos vivos e que a actuação da Puíta é fundamental para o descanso dos mesmos.

 É todo um conjunto de crenças e superstições que vêm desde séculos atrás e nas quais o povo acredita cegamente, pensando que o não cumprimento das mesmas terá graves consequências no dia-a-dia das pessoas, que se verifica neste caso e não só. De notar que por vezes até um simples partir de pratos é encarado como manifestação dos mortos, significando que eles estão aborrecidos.

 

 

Tchiloli

São Tomé e Príncipe  é uma  congregação de vários povos, resultado desta mistura, é a assimilação de várias tradições, costumes e culturas trazidas essencialmente pelas pessoas que vieram trabalhar nas ilhas a título de trabalho contratado.

Sendo assim, São Tomé e Príncipe apresenta, no panorama histórico-cultural, um conjunto de manifestações  consideradas de património nacional. Deste modo, é de salientar a  Puíta, Socopé, Bulauê, Danço-congo, Ússua, Quiná, D’jambi, Deixa, Vindes Menino, Auto de Floripes e o Tchiloli ou a tragédia do Marquês de Mântua e do imperador Carlos Magno.

Tchiloli é uma manifestação cultural que não teve  origem em S.Tomé, pois existem  duas versões, controversas que diz respeito ao autor da obra supracitada. A primeira, diz que a obra é francesa, passou por Espanha chegando posteriormente a Portugal. Por outro lado, existe a versão que diz que a obra terá sido escrita por Baltazar Dias, poeta cego madeirense e que foram os portugueses que a trouxeram nas suas naus para S.Tomé.

Além destas versões, existe uma, relativamente desconhecida, que postula que a obra terá vindo do Brasil para o continente africano.

 

Esta obra faz parte do ciclo da história de Carlos Magno. Baltazar Dias fê-la a partir das canções de gesta, isto é, da obra medieval que retratava as façanhas de Carlos Magno.

Esta obra representada por trupes de teatro convidados por mestres açucareiros do século XVI é de inspiração religiosa, e está ligada à paixão de Cristo e ao imperador Carlos Magno.

 

Tchiloli, nome crioulo da obra, é uma peça dramática que retrata a tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno.

Conta-nos a história de uma das personagens mais emblemáticas do contexto europeu, o Imperador Carlos Magno, que tinha como único herdeiro o seu filho D. Carloto.

D. Carloto apaixona-se perdidamente pela mulher do seu melhor amigo, Valdevinos, sobrinho do Marquês de Mântua. Tal facto faz com que D. Carloto, convide Valdevinos para uma caçada. No entanto, durante a caçada, o príncipe ataca Valdevinos pelas costas com uma navalha, causando-lhe um grande ferimento que culmina com a sua morte. Mas, antes da sua morte confessa ao pajem que quem o atacara fora o príncipe. Deste modo, a notícia espalha-se feito rastilho de pólvora, chegando até a corte do seu tio Marquês de Mântua, que, convoca a reunião de família, com o objectivo de apanhar o culpado pelo crime, e de fazer com que o mesmo pague por tal acto cruel.

 

Assim começa a investigação. O culpado fora descoberto através do pajem, que levava uma carta de D. Carloto ao seu tio Roldão confessando-se assassino de Valdevinos. Contudo, o Príncipe negando-se culpado tenta livrar-se da acusação que lhe pesava com a ajuda do seu advogado. Todo esse esforço em vão, pois, fica posteriormente provado que o mesmo era o culpado e que tinha ser julgado.

Não há informações sobre os antecedentes da vida de Amador. A primeira referência que se conhece, narrada por Manuel do Rosário Pinto, é que ele se chamava de Amador e que foi escravo do militar português, tenente Vieira.

Dos seus feitos, por ter desencadeado a luta contra os engenhos que representavam toda a estrutura de exploração do homem negro. Os engenhos eram uma organização complexa, pois englobavam para além do engenho propriamente dito outras estruturas como a casa das caldeiras, a casa de purgar, os espaços cultivados e os habitacionais, bem como os homens. Para o seu funcionamento eram necessários vários instrumentos como caldeiras, tachos, escumadeiras, formas, sinos, pombas, entre muitos outros, bem como diversos indivíduos especializados de forma a se obter o melhor açúcar possível, como o mestre de açúcar responsável por superintender todos os trabalhos de fabrico do açúcar, o mestre de engenho responsável pelo funcionamento do engenho, o mestre-purgador encarregado pelo processo da purga, entre outros.

A sua figura tornou-se mito entre os concidadãos, um símbolo de libertação do domínio colonial. Ele se auto proclamou "Capitão General da Guerra" e "Rei" da revolta que começa a 9 de julho de 1595, com o assalto que faz durante a missa na igreja da Trindade.

Durante as três semanas da insurreição, mais de 70 engenhos foram destruídos, e os escravos enfrentaram a tropa do governador em três importantes combates. Destacou-se também a ação do “negro Cristóvão, por capitão dos negros Angola”, uma alusão aos escravos fugidos do interior da ilha, mais tarde conhecidos por angolares, e que se organizavam em mocambos. No dia 28 de julho Amador ataca a cidade de São Tomé com 5000 homens, o equivalente à metade da população escrava da ilha. Apesar de estarem em maior número, os revoltosos tinham pouquíssimos armamentos e foram derrotados no dia seguinte. O Rei Amador acabou traído e preso, sendo executado e esquartejado no dia 14 de agosto de 1595.

Deverá ser essa a data das comemorações alusivas ao Rei Amador?

Recomenda-nos a história que quando os factos não têm data exacta, as instituições estatais podem adoptar uma, como simbólica, representativa.

O facto da Assembleia Nacional ter adoptado o dia 4 de Janeiro, como feriado nacional em homenagem a Amador, isso não deslustra nem desmente a história. O dia 4 de Janeiro foi tomado como válida porque os escritores que registaram os acontecimentos induziram em erro todos quantos os leram. Logo, não havendo quaisquer documentos novos, com novos elementos, as correcções a fazerem-se actualmente são meras deduções. Tratando-se de uma data no início do ano faz lembrar ao povo santomense de que durante todos os dias de todos os anos ele deve estar atento e activo para impedir que essa história nefasta que abalou o país não volte a repetir-se.

 

 

O ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, Olinto Daio participou na  manhã de quarta feira da cerimónia de  de deposição da coroa de flor em homenagem ao Rei Amador.

Rei Amador foi o líder da grande revolta de escravos que teve lugar em finais do século XVI.

A citada revolta perpetrada por Amador, rei de combatentes, em 9 de Junho de 1595, cujas forças marcharam sobre a capital são-tomense, abriu precedência para que, no ano seguinte, o mesmo fosse preso e executado publicamente. Por essa razão, desde 4 de janeiro de 2005, a data tornou-se feirado nacional, em homenagem ao aludido rei.

ESCRAVOS, AÇÚCAR E AMADOR

Desde os primórdios do povoamento e da colonização da ilha de São Tomé que a Coroa concebeu a ideia de criar nesse espaço a exploração agrícola, dando especial atenção ao cultivo da cana-de-açúcar.

Produzir açúcar significava dispor de abundante mão-de-obra que se traduzia na utilização de escravo que a ilha não dispunha. Logo era preciso busca-la à costa africana.

Para realizar as longas e pesadas tarefas que estavam inerentes à produção do açúcar, tais como o preparo e o arranjo dos terrenos para o cultivo da cana, o acompanhamento do seu crescimento e da sua maturação, o corte da cana, o trabalho nos engenhos e posteriormente o embarque das caixas nos navios que o iriam transportar para os mercados europeus.

 

O recurso à escravatura foi essencial para o sucesso da cultura da cana e da “indústria” do açúcar, mas também para o povoamento destas ilhas do Golfo da Guiné. Tanto assim que, como afirmaram alguns investigadores, “sem escravos não há açúcar”.

Não se deve pensar que os negros aceitaram docilmente a sua condição de escravos e que nada fizeram para resistir a esse tipo de trabalho a que estavam sujeitos. Naturalmente houve fugas individuais e até em grupo e a resistência se evidencia nas punições e castigos corporais muitas vezes cruéis, que se adicionam aos maus tratos dispensados que eram considerados iguais ou inferiores a animais.

Durante o longo período de exploração da economia açucareira, S. Tomé foi palco de inúmeras revoltas de escravos. A revolta dos angolas em meados do século e, em meado da última década do século houve a grande revolta chefiada por Amador.

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC

 

O Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação através da Direcção do Ensino Técnico Profissional e da Educação de Jovens e Adultos levou a cabo uma formação para a capacitação dos professores novos que têm pouca experiencia com o método de alfabetização.

Cerca de 53 professores e coordenadores distritais participaram no curso de alfabetização durante quatro dias no Salão Cultural Alda do Espírito Santo do Liceu Nacional.

A formação consistiu em levar até esses professores algumas aulas metodológicas explicando assim, os melhores métodos que poderão utilizar nas aulas de matemática, língua portuguesa e ciências integradas. Numa oficina, os professores elaboraram trabalhos de grupos que foram apresentados a todos os participantes.

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC.

A Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe foi palco do encontro proporcionado pela direcção do Ensino Superior e Ciência com os pais, encarregados da educação e os alunos bolseiros de Marrocos.

 

O Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação pretendeu realizar este encontro a fim entregar os 28 passaportes com os vistos dos alunos e prestar outras informações aos presentes relativamente a data prevista de saída, documentos necessários para a viagem, bilhetes de passagens e o acolhimento na chegada em Marrocos.

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC. 

O Ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, Olinto Daio, participou da cerimónia de abertura da formação de nivelamento dedicada aos Professores do Ensino Básico eEducadores da Pré-Escolar. A cerimónia decorreu na Escola Patrice Lumumba e contou com a presença do reitor da USTP, presidente ISEC, coordenador da AFAP e alguns directores centrais do MECCC.

A formação tem como objectivo, reforçar as competências nos domínios da língua portuguesa e matemáticaparaos professores do ensino básico e os educadores da pré escolar. No final, cerca de 600 professores e educadores, beneficiarão da formação.

Esta formação enquadra-se no âmbito do programa acelerar o desempenho Educativo 2015-2018 (PADE), para a melhoria da qualidade da educação no paísnum projecto mais alargado que o Ministério e o Banco Mundial  têm  levado a cabo. Entretanto a formação está dividida em duas fases:

A primeira fase será ministrada pelos professores da Universidade de São Tomé através do Instituto Superior de Educação e Comunicação e o conteúdo ministrado permitirá que todos os participantes tenham uma mesma base para facilitar a segunda fase da formação que decorrerá posteriormente no ano de 2017. Na segunda fase, os participantes beneficiarão de uma outra formação á distância que será ministrada por uma universidade estrangeira.

SegundoMarisa Costa, presidente do Instituto Superior de Educação e Comunicação,  a expectativa é alta pois acredita que após esta formação os professores estarão mais aptos no exercício das suas funções. “tenho uma grande expectativa em relação a esta primeira fase da formação, pois os participantes estarãomais aptos para melhor desempenhar a sua função na sala de aula. Certamente ficarão motivados a participarem na segunda fase da formação, porque nada agrada mais a um professor do que ensinar com qualidade.” Frisou Marisa Costa.

Em sua exposição, Olinto Daio, por sua vez, frisou a importância do conjunto de formações que o MECCC tem realizado para a capacitação de todos os profissionais da educaçãono exercício das suas funções. Olinto Daio, disse ainda que é preciso “agir já” para que STP atinja o patamar esperado a nivel da Educação.

 

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC.

O Ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, Olinto Daio, recebeu hoje em audiência o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné Equatorial em São Tomé e Príncipe, Paulino Bololo Ekobo. O encontro que foi de cortesia, serviu também para cumprimentarem-se, já que o embaixador foi acreditado no dia 25 de Outubro do corrente ano.

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC.

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