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Ofício n.º108/GM-MECCC/2017

 

   Assunto: Divulgação do Concurso de Consultoria.

A Direcção Administrativa e Financeira do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, vem por este meio informar aos interessados que está a decorrer nesta Direcção um concurso Público Internacional de Consultoria para “avaliação externa à reforma do ensino secundário em São Tomé e Príncipe (2009-2016) ”.

   Os termos de referência e possíveis esclarecimentos poderão ser obtidos na supracitada Direcção, localizada no rés-do-chão do edifício do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, telefone 2223366/2226412, e as propostas deverão ser entregues até ao dia 27 de Fevereiro do corrente ano.

Queira aceitar os nossos melhores cumprimentos.

 

Gabinete do Ministro do MECCC em S.Tomé, 14 de Fevereiro de 2017.

 

 

Realizou-se ontem no Centro Profissional Brasil-São Tomé pelas 10:00, a apresentação das Informações preliminares do levantamento sobre disponibilidade de alimentos, com vista a atender a demanda da alimentação Escolar.

A cerimónia foi presidida pelo director do PNASE, Edson Moniz, e contou com a presença de alguns parceiros do programa.

No seu discurso de abertura, Imaculada, representante da FAO, frisou a importância do programa para um crescimento saudável e afirmou ainda que trabalharão em 3 eixos.

Segundo a representante da FAO, o primeiro eixo tem como foco o apoio a regulamentação das leis, o segundo eixo é destinado a melhoria da alimentação escolar através da horta escolar e o terceiro eixo destina-se a comunicação, ou seja, melhorar a imagem do programa a nível nacional através de campanhas de sensibilização.

Já Sílvio Porto, consultor no quadro do projecto de cooperação trilateral sul sul Brasil – FAO, que fez um trabalho de campo com 138 comunidades envolvidas, sendo 9 delas da Ilha Príncipe, onde 22 pessoas estiveram envolvidas no processo disse que ainda há algum trabalho pela frente, porém dará todo tipo de apoio necessário para o avanço do programa.

Edson Moniz, diretor do programa nacional da alimentação e saúde escolar, disse ainda que pretende trabalhar com os produtos nacionais dado ao valor nutricional e garantiu que esta é também uma forma de incentivar os nossos produtores.

 

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC

O Ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação recebeu em audiência na passada quarta feira, a equipa que participa da organização do IV congresso internacional de educação ambiental dos países e comunidades de língua portuguesa.

O objectivo deste encontro foi abordar as questões relacionadas com a realização do quarto congresso internacional de educação ambiental nomeadamente as actividades a realizar e os eixos temáticos. O congresso realizar-se-á nos dias 17, 18, 19 e 20 de Julho de 2017 na Região Autónoma do Príncipe.

 

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC.

A Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe acolheu por dois dias o atelier sobre o quadro de qualificações dos professores em São Tomé e Príncipe.

A actividade teve o seu inicio no dia 24 de Janeiro e o seu termino hoje, dia 26 do referido mês. O atelier contou com a participação da equipa da EFOPE, ISP, professores, os directores centrais do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, a SINPRESTEP e de uma consultora internacional.


Trata-se de uma actividade do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação organizada pela Direcção Geral do Planeamento e Inovação Educativa, em colaboração com Agência Fiduciária e de Administração de  Projectos (AFAP), Financiada pelo Banco Mundial.

O atelier esta no quadro do  projecto educação de qualidade para todos e teve como objectivo a validação da proposta do documento sobre o quadro de qualificação dos professores ao nível nacional. Esta acção enquadra-se no conjunto de actividades programadas pelo Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação inscritas no Programa Acelerar o Desempenho Educativo 2015-2018 (PADE).

 

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC.

O Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação através da Direcção do Ensino Básico, procedeu na manhã de hoje no Centro Formação Profissional Brasil São Tomé e Príncipe, a entrega dos prémios aos participantes do concurso de paço fiá gleza que se realizou no passado dia 21 de Dezembro.

Neste concurso participaram 13 escolas do ensino básico ao nível nacional. A escola básica Atanásio Gomes, ficou no primeiro lugar, no segundo lugar a escola básico Venâncio Pires, e no terceiro lugar a escola de Capela e todos os participantes receberam prémios de participação.

 

 O director da direcção do ensino básico Esmael Fernandes, enfatizou a importância desta actividade para os alunos como forma de manter viva a nossa cultura no ambiente estudantil, e de levar até aos mais novos a o valor cultural de São Tomé e Príncipe. Esmael frisou ainda que esta é uma iniciativa que irá continuar para os próximos anos.

 

 

 

 

GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MECCC.

 

 

A Direcção do Ensino Básico deu início hoje á uma acção de formação subordinado ao tema “ Indisciplina e a violência nas escolas” no Centro de Formação Profissional Brasil São Tomé e Príncipe.

A formação será ministrada pelos técnicos da mesma direcção e tem como parceiro a UNICEF. Ela é destinada a cerca de 89 directores, orientadores e supervisor pedagógico das escolas básicas ao nível nacional e enquadra-se no âmbito do Programa Acelerar o Desempenho Educativo em São Tomé e Príncipe, que refere a aposta na formação contínua dos colaboradores do ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação com o objectivo de melhorar todo o processo educativo em São Tomé e Príncipe.

 Esta formação terá uma duração de três dias e tem como objectivo, proporcionar aos participantes conceitos suficientes para prevenir algumas acções que possam originar a violência nas escolas nomeadamente a violência física e psicológica, que segundo o director da Direcção do Ensino Básico, Esmael Fernandes, são dos casos que se têm registado nas escolas.

 

 

 

GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MECCC.

PUÍTA

Todos os indivíduos, nações têm a sua história/cultura, vivida de forma mais ou menos audaciosa, mas é o conjunto dessas manifestações que constitui a cultura de um povo. Ela é sempre importante no registar de acontecimentos, factos e causas que determinam as vivências e condicionam a vida numa determinada sociedade.

Esses  contributos que possibilitam às gerações vindouras compreender, desvendar e compilar, dentro do possível, de modo a que se possa fazer a História de um país, com as suas características e não outras, possibilitando, no caso de S. Tomé, que desfrutemos de uma das mais belas e dinâmicas culturas. Neste contexto falaremos de uma das nossas manifestações culturais a Puíta.

A Puíta, mais conhecida pelos santomenses como “Puíta” é um tipo de dança que faz parte da cultura santomense. Ela foi introduzida em S. Tomé e Príncipe pelos serviçais angolanos que na altura vieram trabalhar nas roças.

Organizados em filas indianas, sem um número definido de pessoas, as raparigas posicionam-se de um lado e os rapazes do outro, de modo a que fique um grupo defronte ao outro. Após o toque da música começam a dançar.

EM QUE CONSISTE A DANÇA?

Um rapaz desloca-se da sua fila e vai ao encontro a sua parceira e vice-versa e encontram-se no centro onde decorre a dança.

Dão a primeira, segunda e terceira “cumba” e regressam aos seus lugares, a seguir vem outro par e assim sucessivamente até todos dançarem e se possível repetir a ronda até que a música termine.

A Puíta ou semba é uma dança que se faz em homenagem aos defuntos. Diz-se que os espíritos dos mortos ficam inquietos e a forma de acalmá-los é dançando a Puíta noite do nojo até ao romper da manhã após a qual se celebra a missa.

Dançar a Puíta é uma forma de acalmar os espíritos daqueles que durante a sua vida trabalhavam nas roças, os “tongas” (oriundos de Angola e Moçambique), pelo facto de a Puíta fazer parte das suas actividades de lazer durante a sua vida. Defendem que os mortos continuam em contacto com o mundo dos vivos e que a actuação da Puíta é fundamental para o descanso dos mesmos.

 É todo um conjunto de crenças e superstições que vêm desde séculos atrás e nas quais o povo acredita cegamente, pensando que o não cumprimento das mesmas terá graves consequências no dia-a-dia das pessoas, que se verifica neste caso e não só. De notar que por vezes até um simples partir de pratos é encarado como manifestação dos mortos, significando que eles estão aborrecidos.

 

 

Tchiloli

São Tomé e Príncipe  é uma  congregação de vários povos, resultado desta mistura, é a assimilação de várias tradições, costumes e culturas trazidas essencialmente pelas pessoas que vieram trabalhar nas ilhas a título de trabalho contratado.

Sendo assim, São Tomé e Príncipe apresenta, no panorama histórico-cultural, um conjunto de manifestações  consideradas de património nacional. Deste modo, é de salientar a  Puíta, Socopé, Bulauê, Danço-congo, Ússua, Quiná, D’jambi, Deixa, Vindes Menino, Auto de Floripes e o Tchiloli ou a tragédia do Marquês de Mântua e do imperador Carlos Magno.

Tchiloli é uma manifestação cultural que não teve  origem em S.Tomé, pois existem  duas versões, controversas que diz respeito ao autor da obra supracitada. A primeira, diz que a obra é francesa, passou por Espanha chegando posteriormente a Portugal. Por outro lado, existe a versão que diz que a obra terá sido escrita por Baltazar Dias, poeta cego madeirense e que foram os portugueses que a trouxeram nas suas naus para S.Tomé.

Além destas versões, existe uma, relativamente desconhecida, que postula que a obra terá vindo do Brasil para o continente africano.

 

Esta obra faz parte do ciclo da história de Carlos Magno. Baltazar Dias fê-la a partir das canções de gesta, isto é, da obra medieval que retratava as façanhas de Carlos Magno.

Esta obra representada por trupes de teatro convidados por mestres açucareiros do século XVI é de inspiração religiosa, e está ligada à paixão de Cristo e ao imperador Carlos Magno.

 

Tchiloli, nome crioulo da obra, é uma peça dramática que retrata a tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno.

Conta-nos a história de uma das personagens mais emblemáticas do contexto europeu, o Imperador Carlos Magno, que tinha como único herdeiro o seu filho D. Carloto.

D. Carloto apaixona-se perdidamente pela mulher do seu melhor amigo, Valdevinos, sobrinho do Marquês de Mântua. Tal facto faz com que D. Carloto, convide Valdevinos para uma caçada. No entanto, durante a caçada, o príncipe ataca Valdevinos pelas costas com uma navalha, causando-lhe um grande ferimento que culmina com a sua morte. Mas, antes da sua morte confessa ao pajem que quem o atacara fora o príncipe. Deste modo, a notícia espalha-se feito rastilho de pólvora, chegando até a corte do seu tio Marquês de Mântua, que, convoca a reunião de família, com o objectivo de apanhar o culpado pelo crime, e de fazer com que o mesmo pague por tal acto cruel.

 

Assim começa a investigação. O culpado fora descoberto através do pajem, que levava uma carta de D. Carloto ao seu tio Roldão confessando-se assassino de Valdevinos. Contudo, o Príncipe negando-se culpado tenta livrar-se da acusação que lhe pesava com a ajuda do seu advogado. Todo esse esforço em vão, pois, fica posteriormente provado que o mesmo era o culpado e que tinha ser julgado.

Não há informações sobre os antecedentes da vida de Amador. A primeira referência que se conhece, narrada por Manuel do Rosário Pinto, é que ele se chamava de Amador e que foi escravo do militar português, tenente Vieira.

Dos seus feitos, por ter desencadeado a luta contra os engenhos que representavam toda a estrutura de exploração do homem negro. Os engenhos eram uma organização complexa, pois englobavam para além do engenho propriamente dito outras estruturas como a casa das caldeiras, a casa de purgar, os espaços cultivados e os habitacionais, bem como os homens. Para o seu funcionamento eram necessários vários instrumentos como caldeiras, tachos, escumadeiras, formas, sinos, pombas, entre muitos outros, bem como diversos indivíduos especializados de forma a se obter o melhor açúcar possível, como o mestre de açúcar responsável por superintender todos os trabalhos de fabrico do açúcar, o mestre de engenho responsável pelo funcionamento do engenho, o mestre-purgador encarregado pelo processo da purga, entre outros.

A sua figura tornou-se mito entre os concidadãos, um símbolo de libertação do domínio colonial. Ele se auto proclamou "Capitão General da Guerra" e "Rei" da revolta que começa a 9 de julho de 1595, com o assalto que faz durante a missa na igreja da Trindade.

Durante as três semanas da insurreição, mais de 70 engenhos foram destruídos, e os escravos enfrentaram a tropa do governador em três importantes combates. Destacou-se também a ação do “negro Cristóvão, por capitão dos negros Angola”, uma alusão aos escravos fugidos do interior da ilha, mais tarde conhecidos por angolares, e que se organizavam em mocambos. No dia 28 de julho Amador ataca a cidade de São Tomé com 5000 homens, o equivalente à metade da população escrava da ilha. Apesar de estarem em maior número, os revoltosos tinham pouquíssimos armamentos e foram derrotados no dia seguinte. O Rei Amador acabou traído e preso, sendo executado e esquartejado no dia 14 de agosto de 1595.

Deverá ser essa a data das comemorações alusivas ao Rei Amador?

Recomenda-nos a história que quando os factos não têm data exacta, as instituições estatais podem adoptar uma, como simbólica, representativa.

O facto da Assembleia Nacional ter adoptado o dia 4 de Janeiro, como feriado nacional em homenagem a Amador, isso não deslustra nem desmente a história. O dia 4 de Janeiro foi tomado como válida porque os escritores que registaram os acontecimentos induziram em erro todos quantos os leram. Logo, não havendo quaisquer documentos novos, com novos elementos, as correcções a fazerem-se actualmente são meras deduções. Tratando-se de uma data no início do ano faz lembrar ao povo santomense de que durante todos os dias de todos os anos ele deve estar atento e activo para impedir que essa história nefasta que abalou o país não volte a repetir-se.

 

 

O ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, Olinto Daio participou na  manhã de quarta feira da cerimónia de  de deposição da coroa de flor em homenagem ao Rei Amador.

Rei Amador foi o líder da grande revolta de escravos que teve lugar em finais do século XVI.

A citada revolta perpetrada por Amador, rei de combatentes, em 9 de Junho de 1595, cujas forças marcharam sobre a capital são-tomense, abriu precedência para que, no ano seguinte, o mesmo fosse preso e executado publicamente. Por essa razão, desde 4 de janeiro de 2005, a data tornou-se feirado nacional, em homenagem ao aludido rei.

ESCRAVOS, AÇÚCAR E AMADOR

Desde os primórdios do povoamento e da colonização da ilha de São Tomé que a Coroa concebeu a ideia de criar nesse espaço a exploração agrícola, dando especial atenção ao cultivo da cana-de-açúcar.

Produzir açúcar significava dispor de abundante mão-de-obra que se traduzia na utilização de escravo que a ilha não dispunha. Logo era preciso busca-la à costa africana.

Para realizar as longas e pesadas tarefas que estavam inerentes à produção do açúcar, tais como o preparo e o arranjo dos terrenos para o cultivo da cana, o acompanhamento do seu crescimento e da sua maturação, o corte da cana, o trabalho nos engenhos e posteriormente o embarque das caixas nos navios que o iriam transportar para os mercados europeus.

 

O recurso à escravatura foi essencial para o sucesso da cultura da cana e da “indústria” do açúcar, mas também para o povoamento destas ilhas do Golfo da Guiné. Tanto assim que, como afirmaram alguns investigadores, “sem escravos não há açúcar”.

Não se deve pensar que os negros aceitaram docilmente a sua condição de escravos e que nada fizeram para resistir a esse tipo de trabalho a que estavam sujeitos. Naturalmente houve fugas individuais e até em grupo e a resistência se evidencia nas punições e castigos corporais muitas vezes cruéis, que se adicionam aos maus tratos dispensados que eram considerados iguais ou inferiores a animais.

Durante o longo período de exploração da economia açucareira, S. Tomé foi palco de inúmeras revoltas de escravos. A revolta dos angolas em meados do século e, em meado da última década do século houve a grande revolta chefiada por Amador.

 

 

 

 

Gabinete de Comunicação do MECCC

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