65% dos indivíduos que são escolarizados no ensino superior vêm de 20% das famílias mais ricas do território. Como sabe-se que os mais educados apropriam-se de uma grande parte dos recursos públicos na educação, podemos facilmente imaginar que este é também o caso para os mais ricos da população, uma vez que são maioritários no ensino superior. Por conseguinte, os 20% mais ricos da população apropriam-se de 46% dos recursos públicos na educação.


Se se analisa essa apropriação dos recursos pelos mais ricos em comparação com os mais pobres da população, percebe-se que os 20% mais ricos da população apropriam-se 3,7 vezes mais os recursos públicos na educação do que os 20% mais pobre da população.
Sem o financiamento das bolsas de estudo para estudantes no exterior, este índice de apropriação seria apenas 2 e a situação seria de facto menos inequitativa. Por outro lado, percebe-se que as diferenças na apropriação dos recursos entre urbano e rural e entre rapazes e raparigas são muito menos acentuadas.

POR CAUSA DE UM FINANCIAMENTO SIGNIFICATIVO PARA AS BOLSAS DE ESTUDO PARA ESTUDANTES NO EXTERIOR, OS 10% MAIS EDUCADOS DA POPULAÇÃO CONSOMEM 57,5% DOS RECURSOS PÚBLICOS NA EDUCAÇÃO... E OS 20% MAIS RICOS DA POPULAÇÃO APROPRIAM-SE 46% DOS RECURSOS PÚBLICOS NA EDUCAÇÃO.

Em São Tomé e Príncipe os 10% dos indivíduos mais educados que são aqueles que atingem os mais altos níveis da pirâmide educativa (final do 2 º ciclo do ensino secundário e ensino superior) consomem mais da metade dos  recursos que o Estado aloca ao sector da educação, especificamente pelo facto de um financiamento significativo para as bolsas de estudo para os estudantes que vão para o estrangeiro.

Comparando essa situação com a de outros países africanos vê-se que São Tomé e Príncipe apresenta o valor mais elevado, o que indica uma falta de equidade mais acentuada na repartição dos recursos da educação.

Se se exclui o custo das bolsas de estudo para os estudantes no exterior da análise, apenas 26% dos recursos alocados à educação seriam consumidos pelos 10% mais educados. Essa situação pareceria então muito mais equitativa. 

Educação, uma prioridade.

No contexto macroeconómico, na última década, as despesas públicas totais da educação foram multiplicadas por 16 em termos nominais e por 5 em volume desde 2002, o que é bastante considerável. Entre 2002 e 2010, elas passaram de facto de 65,9 a 352,5 biliões de dobras constantes de 2010. As despesas correntes têm sido o "motor" desta evolução, visto que elas representavam, por si só 82% do conjunto das despesas da educação na última década. 

Estas evoluções no conjunto resultam de um forte aumento do grau de prioridade orçamental para a educação. Deste modo, se observa que a porção da educação no orçamento executado pelo Estado passou de apenas 6,9% em 2002 a cerca de 18,6% em 2010. Portanto o país tem conseguido, em apenas dez anos, posicionar a educação no centro das prioridades do governo.
Esta dinâmica é particularmente palpável quando se olha só para as despesas correntes: se em 2002 o sector beneficiou apenas de 17,3% das despesas correntes do Estado excluindo o serviço da dívida, esta porção tem aumentado rapidamente para atingir 23,8% em 2005 e depois 38,1% em 2009 e 37,9% em 2010. Em países com um nível comparável de desenvolvimento económico, esta porção é estimada em 25%.

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